Mesmo foragido, filho que matou o assassino da mãe 10 anos após a morte dela é indiciado por homicídio qualificado em MG

  • 20/05/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra homem sendo morto com tiros nas costas em Frutal A Polícia Civil indiciou Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, por homicídio qualificado pela morte do ex-padrasto, Rafael Garcia Pedroso. O crime aconteceu em 31 de março, em frente a uma unidade de saúde de Frutal, no Triângulo Mineiro. Com a conclusão do inquérito, a prisão do suspeito, que era temporária, foi convertida em preventiva. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Rafael foi atingido por tiros nas costas. Assista ao vídeo acima. Marcos Antônio da Silva Neto continua foragido. Em nota, o advogado do investigado, José Rodrigo de Almeida, disse que a conclusão do inquérito não foi uma surpresa, já que Marcos havia confessado a autoria do crime. “Novamente, Marcos decidiu espontaneamente se apresentar às autoridades colaborando com o regular andamento do processo e reafirmando sua intenção de exercer sua defesa dentro dos limites legais e constitucionais. A apresentação se dará mediante prévio ajuste com o Poder Judiciário”, afirmou José Rodrigo de Almeida. Como Rafael foi morto? No dia 31 de março, Rafael estava em frente à Unidade Básica de Saúde Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, quando foi surpreendido pelo suspeito, que, segundo a polícia, atirou várias vezes pelas costas. Ele aguardava a esposa ser atendida na UBS. Rafael Garcia Pedroso cumpria prisão domiciliar desde 15 de janeiro. Ele foi assassinado em 31 de março. Reprodução/Redes Sociais Vítima matou mãe de suspeito 10 anos antes Segundo o processo sobre o assassinato de Glauciane Cipriano, mãe de Marcos, o crime ocorreu em 3 de julho de 2016. Na ocasião, Rafael matou a companheira com cerca de 20 facadas. O crime aconteceu durante a abertura da ExpoFrutal, quando o casal e amigos participavam de um churrasco com consumo de álcool. Segundo as investigações, após a mulher sair para deixar um dos filhos com a madrinha, Rafael, motivado por ciúmes, a perseguiu. De volta ao local, ele questionou a demora da vítima e a atacou de forma repentina enquanto ela estava sentada. Segundo a sentença, Glauciane não teve chance de defesa. O crime ocorreu na frente de Marcos, que tinha 9 anos na época. Testemunhas tentaram impedir a agressão, mas não conseguiram. A condenação aponta que o homicídio foi cometido por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, no contexto de violência doméstica e familiar. Glauciane foi morta por Rafael quando eles estavam juntos em 2016 Reprodução/Redes Sociais Rafael foi preso pela morte de Glauciane De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após matar Glauciane Cipriano, em 2016, Rafael foi levado para a Penitenciária de Frutal. Ele ficou na unidade até 2019, quando foi transferido para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), a pedido da própria penitenciária, por causa da superlotação. Vítima estava em prisão domiciliar Conforme decisão judicial, Rafael recebeu, em janeiro de 2026, o benefício da prisão domiciliar. A medida foi concedida após a Justiça constatar falta de vagas em unidade adequada ao regime semiaberto e a capacidade esgotada da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). A medida teve como base a Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela previa fiscalização e poderia ser revogada imediatamente em caso de descumprimento das condições impostas. 🔍 A Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que presos não podem permanecer em regime mais severo do que o determinado pela Justiça por falta de vagas no sistema prisional, devendo o Judiciário adotar medidas alternativas, como a prisão domiciliar, quando não houver local adequado para o cumprimento da pena. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Bala perdida atinge quarto de criança durante perseguição Funcionário vítima de bala perdida disparada pelo patrão em festa fica paraplégico Funcionário de farmácia é atingido por bala perdida Trajetória de Rafael na prisão O crime foi cometido em julho de 2016; O réu foi condenado em um primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri, em data não informada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG); Em março de 2018, o TJMG analisou o recurso e anulou a decisão; Um novo julgamento foi realizado em outubro de 2019, quando houve outra condenação; A defesa recorreu novamente, mas o TJMG manteve a sentença em outubro de 2020, fixada em 23 anos de prisão; O réu ainda apresentou novos recursos; Ele passou a cumprir pena na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em 30 de abril de 2019, a pedido da penitenciária, devido à superlotação. Antes, estava no Presídio de Frutal; No mesmo processo de execução penal, há a informação de que Rafael estava em prisão domiciliar desde janeiro deste ano. Rafael Garcia Pedroso foi morto em frente a uma UBS, em Frutal. Corpo de Bombeiros/Divulgação Suspeito monitorou a vítima Segundo a Polícia Militar, Marcos monitorou os passos de Rafael por dois meses. Rafael cumpria prisão domiciliar desde 15 de janeiro, quando deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) devido à superlotação. Marcos é foragido De acordo com a Polícia Civil, Marcos é procurado desde o dia do crime. A corporação solicitou à Justiça a prisão temporária dele, que foi convertida em preventiva após a conclusão do inquérito. Ao g1, o advogado do suspeito, José Rodrigo de Almeida, disse que o cliente pretendia se apresentar espontaneamente à Polícia Civil e confessar o crime. Segundo ele, isso não ocorreu porque a corporação informou que a apresentação precisa ser combinada previamente e comunicada à delegacia responsável pela investigação. Em nota, a Polícia Civil informou que, nesses casos, não basta o investigado decidir se apresentar por conta própria. Segundo a corporação, é necessário combinar previamente com a delegacia responsável, para garantir organização e não prejudicar a investigação. A Polícia Civil também reforçou que a apresentação espontânea não impede uma eventual prisão, caso haja motivos legais. Por isso, mesmo com a intenção de se entregar, é necessário seguir os procedimentos e alinhar a apresentação com a corporação. A corporação informou ainda que o caso está em estágio avançado de investigação. Inicialmente, a Polícia Militar informou que três pessoas eram suspeitas de envolvimento no crime. Uma delas chegou a ser presa por suspeita de dar carona de moto ao autor no dia do assassinato. A reportagem também entrou em contato com a Polícia Civil para saber se as outras duas pessoas, além de Marcos, continuam sendo investigadas por possível participação no homicídio, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a defesa de Marcos "A defesa técnica de Marcos Antonio da Silva Neto vem a público prestar esclarecimentos em razão da conclusão do procedimento pela Polícia Judiciária e sua remessa ao juízo. Desde o início da atuação defensiva, jamais houve negativa quanto à autoria dos fatos. O próprio Marcos, perante sua defesa, assumiu a prática do homicídio, circunstância que sempre foi tratada com absoluta transparência. Assim, a conclusão do inquérito policial não trouxe surpresa nenhuma, uma vez que os elementos formalizados nos autos correspondem, em essência, àquilo que já era conhecido desde o início das investigações. O trabalho da Polícia Civil se concentrou na demonstração da autoria e da materialidade delitiva, providência natural e necessária em qualquer investigação criminal. No tocante às demais pessoas inicialmente investigadas ou indiciadas, Marcos afirmou reiteradamente que terceiros não participaram do planejamento ou da execução do crime, sustentando que a decisão foi exclusivamente pessoal, imediata, um encontro coincidente, sem ciência prévia ou colaboração consciente de qualquer outra pessoa. Durante todos esses dias após o fato, o investigado enfrentou intenso abalo emocional e psicológico em razão da enorme repercussão do caso, situação acompanhada de perto pela defesa. Após a conclusão do inquérito policial, onde a Autoridade Policial indiciou Marcos pelo crime de homicídio doloso com duas qualificadoras (motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima) e diante de todas as circunstâncias analisadas, novamente o investigado decidiu espontaneamente se apresentar às autoridades competentes, COMO JÁ HAVIA TENTADO, colaborando com o regular andamento do processo e reafirmando sua intenção de exercer sua defesa dentro dos limites legais e constitucionais. A apresentação se dará mediante prévio ajuste com o Poder Judiciário." Execução em Frutal ocorreu em frente à unidade de saúde no bairro Novo Horizonte Arte/g1 VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/05/20/mesmo-foragido-filho-que-matou-o-assassino-da-mae-10-anos-apos-a-morte-dela-e-indiciado-por-homicidio-qualificado-em-mg.ghtml


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